creditruralPara elevar sua carteira agrícola dos atuais R$ 7,8 bilhões para R$ 10 bilhões, a Caixa Econômica Federal decidiu lançar um pacote para facilitar os desembolsos do crédito rural. Segundo o banco, as medidas estão alinhadas ao plano lançado pelo Ministério da Agricultura para diminuir a burocracia e a ineficiência dos processos de agronegócio.

A Caixa passará a aprovar automaticamente operações de até R$ 500 mil nas próprias agências do banco para projetos simplificados de custeio agrícola, por meio da linha custeio fácil, e fará análise remota da área produtiva por meio de imagem de satélite. A partir de outubro, o banco oferecerá aprovação automática para clientes nas linhas de custeio agrícola (até R$ 1 milhão) e custeio pecuário (R$ 500 mil). A instituição afirma, em nota, que todos os documentos das operações serão digitalizados, desde a análise do pedido até sua aprovação e posterior fiscalização.

O banco estatal entrou no crédito rural – carro-chefe do concorrente Banco do Brasil – em setembro de 2012. No início, a Caixa só oferecia linhas de financiamento de custeio e investimento para produtores de milho, soja e pecuária de corte e leite, em apenas 62 municípios de oito Estados. Atualmente, quatro anos após o ingresso no mercado, a Caixa oferece um portfólio amplo de produtos para financiar a produção em 1.255 municípios.

Em quatro anos, mais de R$ 17,6 bilhões foram concedidos para produtores individuais, cooperativas e agroindústrias, por meio de linhas de custeio, investimento e comercialização, com recursos obrigatórios de depósito à vista e funding do BNDES. Em custeio, a Caixa concedeu mais de R$ 13 bilhões, representando 75% da carteira, voltados para as culturas de soja, milho, algodão, arroz, feijão, amendoim, mandioca, sorgo, girassol, e trigo, entre outras. Na pecuária, a Caixa financia a suinocultura, avicultura e bovinocultura de corte e leite, com 25% do mercado de financiamento.

“O agronegócio é responsável por cerca de um terço do PIB brasileiro e tem extrema relevância na balança comercial. Ao financiar este setor, a Caixa reafirma o seu papel de parceira estratégica do Estado brasileiro, contribuindo para a geração de emprego e renda em toda a cadeia produtiva do agronegócio”, afirmou, em nota, o vice-presidente de negócios Emergentes da CAIXA, Fábio Lenza. 

Fonte: Jornal O Estado de São Paulo

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